O síndico é quem responde pelo condomínio. Quando falamos do seguro condominial essa responsabilidade aumenta um pouco mais.

O papel da administradora neste caso é de orientá-lo sobre a obrigatoriedade da contratação. Porém, a contratação da cobertura vai depender muito da avaliação do síndico, a qual neste caso precisa estar a altura do perfil do condomínio e dos moradores.

Saiba porque!artigo-assinado-brcondos

1) Já vi seguros em que uma chuva com ventos fortes detruiu áreas envidraçadas externas e áreas comuns, porém a cobertura do seguro mal cobria uma simples janela.
2) Danos elétricos cobrindo extraordinários R$ 10.000,00 enquanto um raio danificou toda a parte elétrica, com o custo de R$ 30.000,00.
3) O sensor do portão falhou e atingiu a porta de uma Mercedes que estava passando. A cobertura ínfima não chegou nem perto do conserto exigido com direito pelo morador.

Bem, a maioria dos seguros apresenta problemas quando exige-se a averiguação e decorre de alguns pontos básicos:

1) A contratação deve ser efetuada com base no perfil do condomínio, vizinhos, valores, cálculo correto do total da torre e principalmente margem de segurança em todas as coberturas, preferencialmente com franquias baixas.
2) O corretor deve ser confiável e você deve ter certeza que vai encontrá-lo quando houver um sinistro.
3) Cia seguradora? Opte por uma das 10 maiores do mercado.
4) É recomendável que o proprietário também faça o seguro do seu apartamento, já que a apólice do condomínio cobrirá apenas a estrutura da edificação.

Por último. Não se deve economizar em coberturas. O seguro de um edifício em R$ 20.000.000,00 custa em torno de R$ 7.000,00. Com esse valor você consegue segurar, talvez, um veículo que custe R$ 100.000,00. Em outras palavras, o seguro residencial é muito barato em relação ao seu objetivo principal e os síndicos precisam estar atentos a cobertura e não apenas em cumprir a obrigatoriedade do seguro condominial.