Como reduzir os custos de manutenção do jardim na adubação

por Jordi Castan em 13 de maio de 2019

Do mesmo jeito que precisamos nos alimentar todos os dias, as plantas precisam ser nutridas regularmente. Uma boa adubação é o melhor caminho para um jardim bonito, florido e sadio.

Há muitas alternativas para manter um jardim bem adubado, mas o melhor conselho é manter a frequência da adubação. De nada serve fazer uma adubação forte uma única vez ao ano, é melhor adubar periodicamente. No mínimo seria recomendável adubar a cada estação, assim o jardim recebe adubo quatro vezes ao ano. O ideal seria que a adubação fosse ainda mais frequente, quando possível a cada mês.

Muitas pessoas, inclusive profissionais, acham que adubar todos os meses é um exagero. O que precisamos entender é que se a opção for por adubar mensalmente, não quer dizer que utilizaremos uma maior quantidade de fertilizante, quer dizer que distribuiremos a quantidade certa de adubo em 12 doses ou em 12 aplicações.


Adubar mais vezes não quer dizer gastar mais em adubo, quer dizer que estaremos garantindo uma adubação melhor e reduziremos as perdas por lixiviação. Tão comum quando se fazem menos adubações, porém utilizando uma quantidade de adubo maior em cada aplicação. O ideal seria, como alguns produtores fazem, adubar todos os 365 dias do ano, em pequenas dosagens. Assim cada planta recebe diariamente a quantidade exata de adubo que precisa.

Há uma grande variedade de adubos que podem ser utilizados no jardim, a primeira decisão é escolher entre adubos orgânicos ou adubos químicos. Cada um tem suas vantagens e a escolha não deve ser vista só desde a perspectiva de custo. Às vezes o barato sai caro.

Adubos químicos tem maior pureza, fornecem maior quantidade de nutrientes por quilo ou volume de adubo, mas na maioria dos casos não fornecem os microelementos indispensáveis a saúde das plantas e pela sua maior pureza em alguns casos são absorvidos rapidamente.

No caso dos adubos orgânicos há uma boa lista disponível no mercado que melhoram a fertilidade do solo. Como os estercos, o húmus de minhoca, o compost e os substratos de origem vegetal como as turfas, os restos de folhas decompostas os fertilizantes – resultado da compostagem de produtos agroflorestais como as cascas de pinus, arroz e a fibra de coco.

Também devem ser utilizados fertilizantes como o Calcário de Conchas que possui teor mínimo de 96% de CaCO3, o que resultará em 54% de CaO. Trata-se então de um Calcário Calcítico de alta solubilidade e concentração, o que o torna muito importante como corretivo de acidez e como regulador da relação Ca : Mg.

A quantidade de adubo dependerá de cada planta, do seu porte, da sua idade, da época do ano, do estado vegetativo e do clima da região. Plantas maiores, como árvores e palmeiras podem ser adubadas com 300 a 500 g por planta e ano. Arbustos de porte grande com 200 a 350 g por planta e ano e para plantas perenes 100 a 300 g por metro quadrado e ano, fornecem uma boa quantidade de nutrientes.

Plantas mais vigorosas e de desenvolvimento mais rápido precisaram de dosagens maiores e a formulação adequada dependerá do tipo das plantas. As plantas de flor precisam menos N (nitrogênio) e de mais P (fosforo) e K (potássio). As plantas em fase de crescimento ou de folhagem intenso, responderão melhor a adubações com mais Nitrogênio. 

Formulações comuns no mercado são a 4-14-08 para floração e frutificação, outra facilmente encontrada é 07-11-09 que uma boa formulação para desenvolvimento geral, contem 7% de Nitrogênio (N), 11% de Fósforo (P2O5), 9% de Potássio (K20) e outros elementos indispensáveis como: Boro, Zinco, Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro, tanto para crescimento, como para floração.

Para manter as plantas verdes e obter um bom desenvolvimento a melhor alternativa é um fertilizante granulado e concentrado, de ação verdejante notável, 45% de Nitrogênio. É especialmente indicado para aplicações em solução. Como é rápido e totalmente solúvel, pode ser aplicado diretamente na água da rega. Quando diluído, em doses convenientes também pode ser aplicado em pulverização foliar, e não deixa resíduo nem entope os bicos dos pulverizadores. Como a UREIA contém nitrogênio sob forma orgânica, abastece as plantas de nitrogênio durante muito tempo.


O conselho é adubar com pouca quantidade de fertilizante, mas fazê-lo com frequência. Escolher a mistura adequada de adubos orgânicos e químicos que forneçam a melhor proporção de macro e micronutrientes e lembrar que plantas bem adubadas são plantas sadias e menos sujeitas a doenças e ataques de pragas.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentários

  1. Mário José

    Gostei da orientação sobre a adubação do jardim. Não tinha noção da necessidade permanente de adubação. Vou me dedicar a seguir essas orientações.

  2. Luiz Guilherme

    O ideal é fazer uma composteira com adubo resultante da decomposição com minhocas o prédio gera muito composto orgânico que poderia ser utilizado como um adubo muito rico e ecológico e também fazer captação de água da chuva. Já falei com o síndico daqui… estou aguardando resposta

    1. BRCondos

      São ótimas alternativas também Luiz, obrigada por sua contribuição aqui. 🙂